Feliz Aniversário, Stan Lee!

Feliz Aniversário, Stan Lee!

28 de dezembro de 2015: aniversário de 93 anos do maior criador de super-heróis de todos os tempos. Comemore descobrindo mais sobre ele!

Stanley Martin Lieber. Esse nome talvez não te diga muita coisa. Mas ao ler seu nome artístico, um pseudônimo criado para esconder-se da sua atividade principal – criar revistas em quadrinhos – você certamente vai saber de quem se trata. Afinal, no mundo da cultura pop, poucos criadores são mais conhecidos do que Stan Lee.

Nascido em 28 de dezembro de 1922, este nova-iorquino boa praça é responsável pela criação do Universo Marvel, ao lado de gigantes (que não foram tão hábeis no marketing) desconhecidos do grande público, em especial Jack “The King” Kirby.

Stan é considerado um herói do mundo nerd e, quanto mais passa o tempo e mais participações ele faz nos blockbusters Marvel, mais gente fica confusa sobre o seu real papel no desenvolvimento da editora.

O início do jovem Stanley aconteceu próximo do seu aniversário de 18 anos. Sobrinho do gerente de circulação da então Timely Comics, entrou para o mercado justamente por esse parentesco. E pela vontade de ser escritor. Joe Simon, um dos criadores do Capitão América, foi responsável pela contratação. Como um faz-tudo: esvaziava cinzeiros, buscava tinta e papel, apontava lápis.

A primeira história que escreveu foi um conto do Capitão América intitulado “Capitão América desbarata a vingança do traidor”. Fazia pouco ou nenhum sentido o título, bem como os 26 parágrafos datilografados. Mas ali, pela primeira vez, um nome era impresso e entrava para a História: Stan Lee.

Dali para frente mais e mais trabalhos foram surgindo. Havia uma indústria sedenta por mais quadrinhos. Era a Era de Ouro, a Guerra estava logo ali e muita gente precisava de heróis coloridos para escapar da realidade.

Com 18 anos, cheio de energia, estando na hora certa e no lugar certo, Stan se tornou editor de uma das grandes editoras de HQs da América. E passou a escrever de tudo… Do Capitão América a novas tendências (na época), como Lili, a Garota Modelo e Enfermeira Nellie.

Para ele, tudo não passava de uma oportunidade de se mostrar mais, de conquistar mais garotas e de ter mais prestígio. Ainda que não fosse o tipo de atenção que realmente gostaria de receber. O sonho de Stanley sempre foi ser um escritor de prosa, um grande nome da Literatura norte-americana. Por isso nunca usou seu nome de batismo. Este, ele estava guardando para seu livro.

Jamais aconteceu.

Escreveu westerns, romances, uma ou outra ficção científica (não gostava e não era mesmo seu forte). Mas aí chegou a década de 1960, época em que a estrela de Lee brilhou mais forte. Com 38 anos de idade, Stan Lee se viu numa encruzilhada: queria fazer coisa “de gente grande”. Mas seu chefe, Martin Goodman, dono da editora, encomendou uma nova leva de super-heróis.

Diz a lenda que foi sua esposa, a bela Joan, quem lhe disse: “Use os super-heróis e escreva o que te interessa”. Para combater a Liga da Justiça, a família disfuncional do Quarteto Fantástico. Para bater em Superman e Batman, Capitão América.

E para arrebentar com tudo, ganhando corações e mentes, um menino desajustado, nerd, que passava por um trauma terrível e descobria que, com grandes poderes sempre vêm grandes responsabilidades.

O Homem-Aranha é, sem dúvida nenhuma, a maior criação de Stan Lee. Ainda que ele também tenha gerado com sua mente fervilhante o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, o Doutor Estranho, o Demolidor, Thor, entre muitos e muitos outros.

A verossimilhança, a empatia, tudo isso é da conta de Lee, que escrevia e editava TODOS os títulos da Marvel, até o meio dos anos 1960. O tal reconhecimento, havia chegado. E foram justamente os quadrinhos que o trouxeram.

Mas sua nova condição, de estrela, começou a impedir que Stan Lee cuidasse de tudo. Agora ele visitava os campi das universidades para palestras, dava entrevistas para rádio, TV e revistas. Em 1972, deixou definitivamente a escrita mensal de gibis, tornando-se Publisher da Marvel e editando outras publicações do grupo, como (pasme) revistas de fofocas (Celebrity) e masculinas (Male e Stag).

Na década de 1980, antevendo o que aconteceria quase 30 anos depois, dedicou-se a transformar as propriedades da Marvel em filmes e séries para a TV. Não conseguiu. O mundo ainda não estava pronto. Continuou como Publisher até 1996 e, daí para frente, se meteu em vários negócios ruins e não criou mais nada que valha a pena comentar. Ainda assim, continua sendo o grande mentor intelectual de qualquer um interessado em criar histórias com seres superpoderosos.

Lee revolucionou os quadrinhos de super-heróis ao baixá-los do pedestal e trazê-los para a realidade dos leitores. Seu tino comercial, associado a uma criatividade sem limites e vontade de contar boas histórias, fez a cultura mundial mudar. Quando assistimos Robert Downey Jr dizer “Eu sou o Homem de Ferro”, é a Stan Lee que devemos agradecer.

E não nada melhor para isso do que a palavra com que seus editoriais (e autógrafos) sempre terminam: Excelsior!

 

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Nerd oldschool, gamer de primeira geração. Levou a vida de gibi tão a sério que até mestrado sobre o assunto fez. Além de uma tatuagem do Superman. Na vida real é empresário (www.evcom.com.br) e professor universitário (www.faap.br).