Longa vida ao Rei

Longa vida ao Rei

Na semana em que completam 40 anos de sua partida, uma pequena homenagem ao Rei do Rock, Elvis Presley

 

Dizem que Elvis Presley foi cantar em outra dimensão há 40 anos.

Será?

 

Como se explica alguém que se foi há quatro décadas estar tão presente nas vidas de bilhões de pessoas no mundo inteiro?

 

Você passa por uma banca de jornais ou livraria e lá está ele – na capa de uma revista ou qualquer outra publicação – como um astro do momento.

 

Vou usar como outro exemplo a Galeria do Rock, aqui em São Paulo: o rosto dele pode ser visto em várias lojas, assim como estampando a camiseta de meninos e meninas de 16, 15, 14 anos… ou ainda mais jovens! As meninas param em frente aos pôsteres do cara e suspiram, apaixonadas. Os garotos querem ser como ele. Talvez nem os pais de muitos desses jovens fossem nascidos em 16 de agosto de 1977.

 

Nas melhores lojas de toys é comum achar bonecos do cantor em vários tamanhos e de vários modelos nas prateleiras ao lado de personagens de HQs e cinema – como Batman, Superman, Homem-Aranha… o Monstro de Frankenstein… Aragorn. Por quê não? Afinal, Elvis é considerado o Herói do Rockabilly, um Monstro Sagrado da Música, o Rei do Rock.

 

Apesar de nem sempre ser retratada de maneira correta e honrosa – seja por muitos cantores cover caricatos ou campanhas publicitárias equivocadas – , a imagem desse ser humano incrível (cheio de falhas como todos nós, mas INCRÍVEL) e de um talento e carisma indescritíveis jamais será maculada. Por mais que alguns tentem.

 

Elvis não morreu? Talvez sim, talvez não…

 

Talvez ele realmente esteja numa dimensão digna dos Deuses ou dos espíritos evoluídos (sim, ele veio pra esse plano com uma missão muito honrosa e a cumpriu com louvor, creio eu).

 

Talvez tenha voltado “pra casa” (outro planeta), como nos informou o personagem de Tommy Lee Jones em Homens de Preto.

 

Ou talvez ele seja um senhor anônimo que vive atualmente na Argentina vendendo Alfajores…

 

Quem sabe? Mas o que importa?

 

O que importa, senhoras e senhores, é o belo legado musical e cultural que esse sujeito nos deixou.

 

Sua influência é tão grande e importante que não se restringe, musicalmente falando, a um estilo. Bandas e cantores de Heavy Metal, de Blues, de Jazz e de Reggae se orgulham de terem sido influenciados por ele.

 

Reza a lenda que, certa vez, o Led Zeppelin estava num avião quando uma terrível turbulência sacudiu tudo a ponto de todos a bordo acreditarem numa iminente tragédia. Naquele exato momento, o rádio tocava ‘(Let Me Be Your) Teddy Bear’, se não me engano. Quando perguntado sobre o ocorrido, Robert Plant – fã declarado de Elvis – teria dito: “Se fôssemos morrer, pelo menos iríamos ouvindo o Elvis”.

 

John Lennon disse que “antes de Elvis não havia nada”.

 

Exageros do Beatle inteligente e falastrão à parte, fica a pergunta: como teria sido o mundo se aquele tornado que dizem ter devastado a região de Tupelo (Mississippi), no dia do nascimento de Elvis, tivesse atingido a humilde casa da família Presley? Ou se no lugar do irmão gêmeo Jesse, Elvis tivesse morrido no parto? Nunca se sabe.

 

E Little Richard disse certa vez: “Sou muito grato a Elvis. Foi ele quem abriu as portas para muitos de nós…”. Richard referia-se a si mesmo e aos demais cantores negros de Rock’n’roll em geral, pois aquele caipira branco divulgou aos quatro ventos a música negra americana nos seus shows e através de suas regravações. Era fã de Little Richard, de B.B.King, de Lowell Fulson – tanto quanto do branco Dean Martin, por exemplo. Disse certa vez que queria ter nascido negro – pra herdar a musicalidade latente e a voz afinada e potente presente no DNA dos seus ídolos “de cor”.

 

Na real, ele nunca se importou com a tonalidade da pele de alguém e sim com o potencial, o talento. Elvis vivia frequentando igrejas onde ele era o único branco – e também um dos frequentadores mais amados pelos irmãos segregados e um dos mais entusiasmados com os cânticos gospel. Além de tudo e inegavelmente, Elvis foi um destruidor de barreiras, de preconceitos… Começou a fazer, nos já muito distantes anos da década de 1950, a cabeça da garotada mundo afora em relação às questões raciais. “Não importa a cor da pele das pessoas e sim o talento, o caráter.”, disse certa vez.

 

A certeza é que esse homem fabuloso nos ofereceu grandes presentes e todos devemos ser muito gratos a ele.
Além de tudo, ele contribuiu com a música de uma forma incrível, ajudando a transformar o Rock’n’Roll em algo muito além de um breve modismo ou uma pequena nota da Wikipedia.

 

Muito mais poderia ser dito sobre Elvis Aron Presley por mim, mas por mais que eu pudesse escrever, nunca seria suficiente.

 

Então…

 

Vida longa ao Rei!

 

Para se emocionar