20 anos sem Renato Russo

20 anos sem Renato Russo

20 anos sem ele. Sem ele? Como assim? O cara tá aí! Fisicamente, não… mas permanece entre nós firme e forte, com mensagens transmitidas há décadas e que ainda são pra lá de pertinentes.

Furioso e inconformado contestador, provou que não é preciso ser pobre e mazelado de berço pra se importar com as minorias e com os menos favorecidos, mesmo não pertencendo à “ralé”. Não foi necessário ele ter nascido pobre e mazelado pra ter a coragem e a decência de criticar duramente as desigualdades sociais, a violência, as injustiças, o preconceito, a corrupção, a tirania… Pra isso, ele utilizou armas muito mais poderosas do que 100 canhões ou 1000 fuzis: sua ótima música e sua ampla cultura – cultura que ele teve a oportunidade de adquirir e que soube usar muito bem.

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Aliás, o problema dos governos atuais com investimento em cultura, creio eu, é que isso pode resultar em alguns Renatos Russos por aí… e isso não é interessante pros governantes brasileiros. A arte, a cultura e a boa educação libertam as mentes, sabe? Mas voltando ao artista em questão…

Renato Russo foi essencial na minha vida e continuo aprendendo com ele, mesmo tendo mais idade hoje do que o artista quando partiu daqui pra uma esfera superior, há exatos 20 anos. Continuo absorvendo as boas ideias daquele jovem encrenqueiro, ultra talentoso, de voz potente e inteligentíssimo – assim como inúmeros jovens da época e milhares de outros que nem sequer eram nascidos naquele triste 11 de outubro de 1996.

Sinto muita falta dele… ué, quase esqueci que o cara continua entre nós. Enquanto escrevo essas palavras, ele tá aqui junto comigo, de alguma forma. Sempre esteve e sempre estará.