Retrospectiva Pokémon: 20 anos de uma franquia que definiu gerações

Pokémon

O tempo passou e Pokémon continua tão relevante quanto antes. O que faz essa franquia tão especial?

* Por Luca Vianna

No dia 27 de Fevereiro, 20 anos atrás, Ken Sugimori e sua equipe na Gamefreak lançavam um pequeno jogo sobre colecionar monstrinhos e usá-los para batalhas. Naquele dia nascia um fenômeno mundial, nascia Pokémon.

Uma das principais franquias de jogos da indústria, poucos jogos conseguem ser tão influentes em uma geração como Pokémon foi nos anos 90. Pokemon estava em todo lugar, nas televisões, nos cinemas, nos produtos do mercado (saudoso Guaraná caçulinha e seus Pokemons) e é claro, nos vários gameboys de jogadores de todas as idades.

Entrei em contato com Pokemon quando meu pai comprou Pokemon Red, lá quando tinha meus 5~6 anos de idade. Todos os meus amigos foram conseguindo seus pokemons, montando suas equipes e criando uma mini liga de treinadores na hora do recreio. Enquanto os mais velhos iam jogar futebol na quadra, eu e meus amigos treinávamos novos monstrinhos, trocávamos criaturas em busca de completar a coleção e lutávamos pra ver quem era o melhor.

Então, caros amigos do Armazém Pop, venho aqui lhes contar como um jovem aprendeu que poderia capturar deuses com uma bolinha, que era maduro o suficiente para explorar o mundo com seus 10 anos de idade e que RPG era mais do que D&D.

A primeira geração: Red, Blue e Yellow

Lá estávamos na primeira aventura pelo mundo, aprendendo a controlar os monstros que habitavam o mundo e criar uma amizade com criaturas virtuais. Meu modus operandis ao jogar Pokemon sempre foi selecionar criaturas que eu gostava visualmente e tendo um de cada tipo para me balancear no jogo. Lembro da primeira escolha: Bulbasauro (um dinossauro planta), Charmander (um pequeno dinossauro de fogo) e Squirtle (uma tartaruga de água). Por estar na fita, escolhi Charmander. Nessa altura do campeonato eu não me importava com a história sendo contada, meus pokemons eram meus amigos e eu queria fazer meus amigos mais fortes e me tornar o melhor, como ninguém jamais foi (HA!). Após vencer os oito ginásios, capturar os Pokemons que eu queria e vencer os melhores treinadores do jogo, era hora de testar minha habilidade contra meus amigos reais, e descobrir que eu não era um dos melhores. Com grande influência do desenho, eu tinha uma equipe formada por clássicos: Charizard, Pikachu, Mewtwo, Zapdos, Hitmonlee e Alakasam. Aquele era o início da jornada de altos e baixos de Luca Vianna para se tornar um bom treinador.

Segunda geração: Gold, Silver e Crystal

Na segunda jornada de Luca Vianna pelo mundo de Pokemon foi quando houve meu momento de glória, ali era onde eu fui o melhor treinador do meu colégio, o primeiro a completar o jogo. Pokemon Silver foi a minha escolha, por conter um dos meus favoritos: Lugia. A escolha do inicial foi a mais difícil de todas, uma vez que qualquer um era uma boa escolha. Mas naquela altura escolhi a Chikorita por querer pokemons planta (que são o melhor elemento, se discordar você é elementista). A jornada começa igual a última, garoto, escolhe inicial, pega as 8 insignias, enfrenta inúmeros treinadores, vence a liga, campeão regional. Mas aí, graças a uma escolha que nunca mais se repetiu na franquia, a região do primeiro jogo foi aberta aos jogadores, com mais 8 insignias para conquistar e uma incrível luta com o treinador do ultimo jogo. Cabeças explodiram na época. Nada havia sido feito e nunca mais foi feito. A galera do meu saudoso colégio ficou ainda mais viciada com a descoberta da segunda região para ser conquistada. Crystal apresentou pela primeira vez a possibilidade de jogar como uma personagem feminina, o que ajudou na inclusão de tantas amigas que queriam representação própria nos jogos.

Terceira geração: Ruby, Safire e Emerald

Aqui é onde eu realmente era o melhor do colégio, mas não por ser o melhor, mas por ser o único que continuava a jogar. Meus amigos foram parando de jogar após Gold e Silver, e era o esperado, a essa altura a galera devia ter seus 12~13 anos e o pessoal estava mais interessado no sexo oposto do que em criaturas virtuais. Mas lá estava eu, ainda no meio de uma jornada para me tornar um treinador de Pokemon. Naquela altura eu tinha que continuar, eu tinha que ser o melhor, eu tinha que seguir em frente, mostrar que Pokemon era relevante ainda.

Quarta Geração: Diamond, Pearl e Platinum

Aqui foi onde eu parei de jogar Pokemon. Eu cheguei a comprar o jogo mas nunca tive incentivo de continuar a minha jornada. Eu estava namorando, colégio ficava mais difícil, não haviam outras pessoas jogando, então meu foco estava em outros jogos, eu procurava coisas mais “maduras” para jogar, que contassem histórias mais profundas. Pokemon não ia me dar essa experiência que eu precisava, e acabei nem completando a jornada nessa fita. Havia também certo preconceito com um cara crescendo barba e estudando pra faculdade estar perdendo tempo jogando jogos infantis.

Quinta geração: Black e White 1 e 2

Essa geração passou batido por mim. Eu nunca peguei pra jogar nenhum desses Pokemons, mesmo agora com a minha volta a franquia, ainda nem passei perto desses jogos. E, honestamente, poucos amigos meus jogaram também. Apesar de não haver mais estigmas sobre jogar Pokemon quando sua barba está crescendo, a vontade de jogar era nula.

Sexta Geração: X e Y

Então veio a triunfal volta de Luca Vianna à arena de treinadores e pokemons. Agora na faculdade, com uma cambada de nerds jogando, era a hora de retornar ao mundo de capturar criaturas em minúsculas bolinhas e usar elas para lutas. Com um visual todo 3D, um monte de novos Pokemons e muitas coisas para aprender, a minha jornada para me tornar o melhor que eu poderia ser foi extremamente gratificante. E com a internet, eu poderia enfrentar novos adversários e adquirir novos pokemons com bastante facilidade. Pokemon ainda era o mesmo jogo, mas com seu novo visual e algum tempo afastado para ficar com vontade novamente, Luca Vianna iniciou sua nova jornada, que continua até hoje.

Sétima Geração: Sun e Moon

Agora vem o futuro. Anunciado dia 26 de Fevereiro de 2016, novos pokemons estão a caminho para comemorar os 20 anos da franquia. A história vai ser a mesma: Garoto(a) sai de casa, pega uns monstrinhos, derrota 8 ginásios, vence uma equipe criminosa e enfrenta uma liga de treinadores super poderosos. Mas se fosse por história, ninguém jogaria Pokemon. Estamos aqui pra criar uma equipe e enfrentar o mundo. Somos treinadores para competir entre nós mesmos. Que continue assim por gerações, para que eu possa treinar até meus filhos na arte de jogar Pokemon!

Side quest: Os outros elementos de Pokemon

O anime:

Eu lembro de gostar das duas primeiras temporadas de Pokemon, em especial a Liga Laranja na qual os ginásios eram mais do que meras batalhas e forçavam Ash a usar seus pokemons de maneiras diferentes. Mas eu parei durante a liga Johto (que é o mundo de Gold e Silver) e nunca mais assisti uma sequência de episódios, só alguns por mera curiosidade de onde a história estava (continua a mesma coisa).

O jogo de cartas:

Sempre fui péssimo nesse jogo, muito porque eu não investia nele. Na época em que comecei a me interessar por jogos de carta, meus amigos estavam jogando Yu-Gi-Oh e o sempre rei Magic: The Gathering (que ainda tem um pessoal na faculdade que joga, mas eu nunca fui bom).

Os jogos de console:

Pokemon Snap ainda é um dos meus jogos favoritos do 64, provavelmente no meu top 5 daquele console, quanto aos Stadiums, Coloseum, Battle Revolution: serviam pra ver meus Pokemons e seus golpes em 3D, que ainda não era o normal nos portáteis (Obrigado X e Y).

Os mangás:

Pokemon teve 4 mangás, mas eu só li 1: Pokemon Adventure, e ele era ótimo. Com histórias um pouco mais maduras, um treinador diferente a cada arco e adaptações mais fieis ao tom do jogo, eu recomendo demais esse mangá.

Pokemon Origins (animação especial feita para o lançamento de X e Y):

Perfeita tradução dos primeiros jogos da série em forma animada, com um pouco de novidades da geração mais recente.

Animados para Pokemon Sun e Moon? Se sim, comente aqui embaixo, fale qual seu pokemon favorito (o meu é o Bulbasauro)!

Um abraço, e continuem seus jornadas!

Luca ViannaLuca Vianna

Vindo das terras de reis, criado a base de histórias de muito tempo atrás e em uma galáxia muito distante, esse anglo-brasileiro aprendeu desde pequeno que “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”, então resolveu usar seus poderes para tornar o mundo melhor. Porém, perdeu suas habilidades especiais e agora escreve para poder pagar as contas. Amigão da vizinhança, patrulheiro espacial e suspeito de ter genes inumanos.

2 Comentários

  1. Eu adorava pokemon.

  2. Eu adorava pokemon.

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