Mulher-Maravilha em 12 pontos

Mulher-Maravilha em 12 pontos

1- O melhor filme do novo universo cinematográfico da DC. É o que fecha mais redondinho, sem pontas soltas… e rola um link muito interessante com ‘Batman vs Superman’ – onde a super-heroína deu as caras pela primeira vez (gerando algumas das melhores sequências, aliás);

2- Os deuses e amazonas da mitologia grega estão lá, de forma bem escancarada. O universo cinematográfico da DC abraça o fantasia das HQs de vez – e sem medo de ser feliz e abrindo um leque de possibilidades pras futuras adaptações;

3- Como filme de guerra, ‘MM’ também funciona que é uma beleza: as cenas de tiroteios e explosões são muito bem feitas e realistas. Os cenários sujos e destruídos e a fotografia acinzentada (nessas sequências) contribuem para a boa imersão no período da Primeira Grande Guerra. Nesse sentido, funciona melhor do que o primeiro ‘Capitão América’;

4- Com ares de ‘Indiana Jones’, do ‘Superman’ de 1978 (uma cena evoca lindamente o longa estrelado por Christopher Reeve) e de alguns dos melhores filmes de guerra e épicos de fantasia, ‘MM’ pode ser considerado um novo clássico – não só dos filmes de super-heróis, mas do próprio cinema de aventura em si.

5- O primeiro grande filme com uma super-heroína como protagonista (não levando em conta bombas como aquele filme da Supergirl de 1984), Também dirigo por uma mulher, Patty Jenkins (e que BAITA diretora), ‘MM’ vem para quebrar alguns preconceitos caducos e machistas – da própria indústria cinematográfica, inclusive;

6- Os vilões estão ótimos e ameaçadores, muito bem interpretados pelo ótimos Danny Huston, Elena Anaya e… (nada de spoliers);

7- O intrépido capitão Steve Trevor (interpretado pelo sempre bem vindo Chris Pine) traz leveza e bom humor pro longa. As atitudes e posicionamentos do personagem são típicos de um soldado de boa índole do início do século XX. Seu personagem, humano – com algumas falhas e muitas virtudes –
dá o tom exato pro primeiro humano, mortal e sem poderes especiais, a conquistar o coração da imortal e poderosa guerreira amazona;

8- As sequências que mostram o crescimento de Diana enquanto observa o fantástico treinamento das amazonas na fantástica e mitológica Ilha de Themyscira são de encher os olhos. Apesar da paradisíaca ilha ser habitada apenas por mulheres (por uma nobre razão, aliás), há a diversidade: lá tem guerreiras caucasianas, negras, orientais… Connie Nielsen e Robin Wright, respectivamente Hipólita e Antíope (a mãe e a tia de Diana), esbanjam bravura, senso de justiça e brilho em cada cena.

9- As cenas de ação são empolgantes e muito bem coreografadas;

10- Mulher-Maravilha é o raio de luz e de esperança no até então obscuro e pessimista – e muitas vezes criticado – universo cinematográfico da DC. A personagem, com seu brilho e otimismo (o filme em si é extremamente otimista), dá um novo rumo ao universo idealizado por Zack Snyder – que aqui é produtor e roteirista;

11- E Gal Gadot? Essa merece um tópico à parte: inicialmente criticada por muitos internautas quando foi escolhida pra interpretar a icônica super-heroína nas telonas (“magrinha demais”, “inexpressiva”, “blá-blá-blá”… ô povinho chato, viu!), Gadot já calou a boca de muita gente com sua participação em ‘Batman vs Superman’. Aqui, ela chega “com os dois pés na porta” e se firma como uma atriz sensacional e mais do que ideal pro papel: linda de morrer, esbanja carisma, charme, doçura, delicadeza e ingenuidade típicos da personagem… mas na hora da porrada… mas é braba, viu! Ela se movimenta lindamente em cena e o mais incrível é que em nenhum momento a diretora optou por apelar pra closes sensuais da moça: a graça, a beleza, os inegáveis atributos visuais da Mulher-Maravilha estão ali – e são nítidos, sem necessidade de apelação. Ela não é uma modelo de revistas de lingerie, é uma guerreira – muito bonita, sim, mas feroz em combate, destemida, poderosa, confiante, muito forte e com um inspirador senso de justiça. Outra característica da atriz é que ela “fala com os olhos” e isso é impressionante. Ela transmite cada sensação, cada pensamento, desconfiaças e sentimentos apenas com o olhar.
Aos haters de plantão: só lhes resta engolirem seus equivocados pré-conceitos com a atriz, irem assisitir ao filme e se divertir pra valer. Ou… se recolherem num canto, bem longe de nós que queremos nos divertir e curtir esse momento lindo pra qualquer nerd que se preza.

12- Mulher-Maravilha, com seu primeiro filme solo, veio pra ficar. Sua personalidade linda e otimista serve como uma inspiração não apenas pras mulheres, mas pra qualquer ser humano – independente de gênero, cor, classe social ou religião. Esse filme também é um verdadeiro presente pra todos nós, amantes dos quadrinhos, dos super-heróis e do cinema de aventura ? ?

 

 

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