Os 75 Anos do Dragão Chinês

Os 75 Anos do Dragão Chinês

Bruce Lee, o maior ícone das artes marciais, completaria 75 anos se ainda estivesse entre nós.

Em 1981, eu era um molequinho com meus 7 anos de idade. Naquele ano, meu pai me levou pra uma sessão de cinema em Mendes – cidade do interior do Rio de Janeiro e minha terra natal. Naquele dia, o saudoso Cine Guanabara exibia o clássico A Fúria do Dragão, uma produção de Hong Kong de 1972 cujo tema era a rivalidade mortal entre duas escolas de artes marciais – uma chinesa e outra japonesa – no início do século 20. Entre os chineses estava o furioso e invencível Chen Zhen (Bruce Lee), que era um dos discípulos do lendário Huo Yuanjia e que retornou para Shanghai depois da misteriosa morte de seu mestre. Quando descobre que Yuanjia havia sido assassinado por envenenamento (um fato verídico) pelos rivais japoneses, Chen Zhen parte pra uma vingança mortal, eliminando um a um seus oponentes.

A partir daquele dia e por muitos anos, Bruce Lee passou a fazer parte quase diária do meu imaginário. Eu queria ser como ele, lutar como ele, me vestir como ele… eu queria ser chinês! Li todas as publicações e livros sobre sua vida e suas técnicas que eu pudesse encontrar, assisti seus outros filmes (diversas vezes), todos os episódios da série Besouro Verde… bah, eu nem ligava pro Besouro Verde em si: meu herói era o mordomo Kato – interpretado adivinhem por quem? Até os 17 anos, frequentei escolas de artes marciais (Judô, Taekwondo… apesar de minha paixão sempre ter sido o Kung-Fu) e desde então, se não luto mais, me inspiro nele por outros aspectos.

Eu sou apenas um exemplo entre milhões (talvez bilhões) de pessoas cativadas por Bruce Lee mundo afora, desde o início dos anos 70.

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Escrever aqui uma “mini bio” sobre Lee ou sobre sua obra é desnecessário, diante de tantas boas biografias, de seus filmes que são relativamente fáceis de serem encontrados (no Netflix inclusive tem alguns) e do tanto de informações sobre ele disponíveis na internet. Hoje (27 de setembro), no dia em que ele completaria 75 anos, nós do Armazém optamos por deixar registrada aqui nossa eterna admiração e até gratidão ao grande lutador que criou seu próprio estilo e se tornou um dos maiores astros do cinema de ação – e a maior referência pra todos que vieram depois dele, nesse segmento. Ele foi e ainda é um grande exemplo de disciplina, foco, perseverança, profissionalismo… é o cara que melhor define a palavra invencível (se nem Chuck Norris pôde com ele…). Vencido, ele foi somente pela sua prematura morte aos 33 anos. Porém, como se ele fosse uma espécie de Obi-Wan Kenobi chinês, deixar seu corpo físico o tornou ainda mais poderoso, mais influente, mais admirado e sua energia se espalhou pelo planeta encantando e influenciando positivamente – e permanentemente – grande parte de seus habitantes.

Então, concluindo… Bruce Lee é realmente INVENCÍVEL!

Vida longa a Bruce Lee!